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The Pólis

Já não era sem tempo de Manuel Luis Goucha começar a responder à letra, às barbaridades que lhe atiram a propósito dos seus convidados ou das suas escolhas políticas.

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Infelizmente há muitos portugueses que não conseguem distinguir o padeiro do papo-seco. Achar-se que tem algum cabimento considerar o Goucha um nazi ou um fascista porque convida a pessoa X,Y ou Z, é de uma impressionante falta de bom senso.

Ninguém pensou que ele fosse comunista por convidar o João Ferrerira, nem certamente ninguém pensará que ele é sportinguista se convidar o Rúben Amorim. Estas tolices só acontecem quando o convidado é detestado pela trupe da Esquerda. 

 

Porém, temos pena. O Manuel Luis Goucha continuará a convidar quem bem lhe apetecer, já explicou por várias vezes que tenta levar gente que pense diferente dele porque considera que so percebendo o que os outros dizem é que se podem formar opiniões decentes. Por muito que custe aos wokes deste país, ele é um comunicador de coragem, firme das suas convicções e sem receio dos ridículos "cancelamentos".

Espero que continue a responder à letra aos frustrados de esquerda, até porque é divertido. E que permaneça sem qualquer problema em participar civicamente na política, como fez na candidatura de Suzana Garcia.

E se forem espertos, CDS, PSD ou IL, devem começar a tentar beneficiar destas posições do Goucha. Partilhando-as, comentando-as e através de convites para iniciativas feitas à medida dele. 

 

A propósito da COP26, que todos os noticiários e respetivos comentadores dão como falhada, uma das teorias que mais sucesso tem tido a passar para fora é a de que a COP26 não funciona porque capitalismo. Como já referi anteriormente, uma tese absurda mas que cola. Deixo mais uns pequenos contributos para essa reflexão.

Bom fim-de-semana!

 

Capitalismo ou economia de mercado

"A essência do capitalismo é a comunidade, é a livre associação e cooperação que se dá entre homens e mulheres para atingir objectivos comuns. Para se ser um bom capitalista, tem que se ter bom senso e talento para inspirar e mobilizar os outros e para os organizar de forma voluntária. O fenómeno social não é produto do individualismo, mas tão pouco é sinónimo de colectivismo (...)
O verdadeiro empresário é aquele que, de forma criativa e espontânea, responde às necessidades dos outros e produz, com benefício, novos bens e serviços de que os outros necessitam, e, ao mesmo tempo, procura expandir os seus negócios, alargando os seus mercados a novos clientes, tornando assim possível uma economia próspera e progressiva. (...) "

José Manuel Moreira
Fonte: Instituto Mais Liberdade



Ambientalismo de Mercado


"Enquanto outros utilizam uma nova causa, o ambientalismo, para fins antigos (a destruição do capitalismo e da nossa forma de vida), estas organizações
[que assinaram a Delcaração Internacional pelo Ambientalismo de Mercado] comprometem-se com uma visão realista em que desenvolvimento e ambientalismo não só não se contradizem como são complementares. (...) 
Chegou a hora de mudar a narrativa e focá-la nas soluções. Chegou a hora de derrotar no campo das ideias aqueles cuja preocupação com o ambiente é apenas instrumental. Chegou a hora de ter uma alternativa consistente àqueles cujo único objetivo é a reciclagem de ideologias consecutivamente derrotadas pela história.(...)"

Carlos G. Pinto
Fonte: Instituto Mais Liberdade

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Mais uma greve climática à sexta-feira. Mais uma volta no carrossel da manipulação de miúdos.

Continuam a encher os jovens de ideais alienados da realidade - "o capitalismo não é verde", "combate às alterações climáticas", "tudo deve mudar menos o clima" (novo da JS).

Os partidos e partidários de esquerda prosseguem o seu objetivo de cultivar em mentes pouco experimentadas, ideias que lhes são bastante favoráveis mas que em nada ajudam a resolver as questões ambientais que se apresentam.

"o capitalismo não é verde" é das patranhas mais tontas e no entanto das que melhor colam. É nos países de cariz capitalista que se criam as soluções para os pequenos, médios e grandes problemas das pessoas. O ambiente não é exceção. Aliás, o objetivo de qualquer capitalista é conseguir tirar o máximo proveito, com mínimo gasto de recursos. Os capitalistas são os mais interessados em encontrar alternativas à exploração de recursos finitos.

Só em ambiente competitivo, próprio de economias de mercado, é que se geram possibilidades de investimento em novas ideias, novas experiências, em suma, em inovação. Só da inovação se ultrapassam obstáculos que à partida parecem não ter resolução. A opção não passa por parar ou voltar para trás, mas sim por encontrar formas de seguir em frente.


A conversa do "combate às alterações climáticas" ainda mais ignobilmente traduzido no slogan da "cimeira do clima" da Juvente Socialista - Tudo deve mudar menos o clima - começa a ser ridiculamente infantil.
Não vai haver nenhum acordo mundial, que permita reverter as alterações climáticas antropogénicas. O que se deve começar a fazer, caso se queira ser sério no assunto, é em tentar corrigir o que é possível corrigir e trabalhar num modelo realista de adaptação às alterações climáticas.

Infelizmente, a maioria das pessoas anda embriagada na ilusão de uma adolescente abastada, que as convenceu de que a solução é tão simples quanto desligar um interruptor. Basta que os governantes de todos os países queiram e o planeta fica salvo. Basta que mandem parar as indústrias, proibam plásticos, ponham toda a gente a andar de bicicleta e pronto, assunto encerrado.

O mundo é assim, visto pelos olhos dos adolescentes. Há quem se aproveite da sua inocência e há quem se esqueça de que não é suposto governar com base em fantasias juvenis.

Sim, fui caramelo e fui a correr ver um filme no seu dia de estreia.

Sou grande fã da saga James Bond e acho que os filmes melhoraram consideravelmente na era Daniel Craig (2006-2021). Um pouco mais realistas, mas mantendo os pormenores que definem um clássico James Bond.

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O filme "No time to Die", é o ponto final nesta era, e avancei para ele com uma expetativa enorme. Culpa do Sam Mendes que nos trouxe um trabalho extraordinário com Skyfall (2012) e Spectre (2015), envolvido num elenco de luxo onde figuraram Javier Bardem e Christpoh Waltz. Acontece que o nosso amigo Sam não quis realizar mais nenhum 007. Daniel Boyle, premiado com Óscar pelo Slumdog Millionaire (2008), seria o homem que se seguia nas rédeas de Bond, James Bond. Na minha opinião, ficava em boas mãos. Não ficou, porque, Boyle acabou por abandonar o projecto alegando "divergência criativa" - coisas de artista.

Ficámos então com Cary Joji Fukunaga. Conhecem? Eu também não. É o primeiro americano a dirigir um filme da saga James Bond. Não quero fazer do senhor, bode expiatório mas tenho que assumir que saí da sala 8 com alguma frustração. Talvez tenha colocado as expectativas muito elevadas, talvez a culpa seja do Sam Mendes por ter conseguido que os dois filmes anteriores fossem muito bons. Talvez esta história de também o James Bond ter de cumprir os requisitos exigidos pelo movimento MeToo tenha deturpado a magia.
A linha guião do filme parece apressada e confusa como se estivessem com pressa para ir de fim de semana. Temos um novo vilão (pessoalmente não aprecio o ator que o interpreta) que é simultaneamente sicário, cérebro e multimilionário, que aparece e dá a entender que existe, além da Spectre - que já era uma organização super, hiper, mega-poderosa - uma outra, que ele lidera e que faz frente à Spectre e ao mundo.

Temos outro 007 que é uma mulher, pela força dos tempos e um "Q" que é gay provavelmente pelos mesmos motivos. Obviamente que nada contra, mas quase pareceu um remake feito pela Netflix.
Não consegui notar com tanta veemência os traços de "novos tempos" que a Melanie McDonagh apresenta na sua crítica no Spectator, mas não posso negar que marquei presença na sala de cinema algo influenciado por ela. 
Acho que a música, apesar de agradável, muito morta e com uma intérprete que pouco ou nada se associa a um filme fetiche de gentlemans, armas e galanteio.

E o final... não vou spoilar, mas declaradamente não gostei e não concordei. Finalizando, só posso acrescentar que o Daniel Craig vai deixar saudades enquanto Bond...James Bond

 




O que se passou no Afeganistão foi novamente a história, não a repetir-se, mas a gaguejar. Tal como quando os soviéticos abandonaram o país, há mais de 20 anos atrás, os taliban aproveitaram para dominar com mão de ferro.

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Em 2001, após os atentados de 11 de setembro, o mundo nunca mais foi o mesmo. A segurança que ainda hoje é asfixiante nos aviões, deve-se a isso mesmo. Em conjunto com essa mudança, eu apontaria mais duas, que considero serem as que mais se destacaram até hoje. Uma guerra iniciada em nome de sabe-se lá o quê -  alegadamente levar a democracia ao médio oriente, controlar pontos estratégicos etc - porque na realidade só a presidência Bush (filho) saberá ao certo. A terceira alteração, a mais significativa das três, são a quantidade de vidas humanas que se perderam por "sabe-se lá o quê". Falo dos soldados de tantos e tantos países, que abandonaram as suas famílias para cumprir ordens num país infernal, e que lá perderam a vida. Falo também das muitíssimas vítimas que nada tinham que ver com terrorismo ou extresmismo, ou qualquer outro ismo que as colocasse na mira das espingardas estrangeiras.

Talvez estes dois últimos factos não devessem ser referidos em separado, mas eu julgo que sendo um consequência do outro, ainda assim tiveram repercussões diferentes em momentos diferentes.

Estamos em 2021, os militares norte-americanos abandonaram o Afeganistão depois de 20 anos de guerra e de promessas de ajuda na construção de um país democráticos. Treinaram-se forças de segurança do afegãs para que pudessem vir a ser autónomas na defesa do se país, e construiu-se um governo fantoche ( soube-se que o presidente entretanto fugiu carregado de dinheiro).

O trabalho foi tão bem feito, que ao sairem, o regime inventado pelos americanos e pela NATO se tornou num gigante recém-nascido que não sobrevive sem os pais por perto. Para trás ficaram quantidades enormes de armamento, algum de tecnologia que nem em Portugal encontramos, que ficou à mercê dos taliban. Ficou também o futuro de muitas crianças, que ficarão agora reféns do sistema repressor que os taliban imporão.

Bastou uma semana para os fanáticos guerrilheiros islâmicos tomarem conta do país, embalados pela China, que se comprometeu a ajudar, e pelo desmazelo dos americanos que não preparam uma transição e ainda lhes deixaram brinquedos.

E85Gh6pWEAAqjlP.jpgA história gaguejou e os taliban estão novamente no poder. É lamentável, do ponto de vista de quem vive, por exemplo, na Europa, que isso aconteça. Sabemos em que tipo de vida estas pessoas acreditam. Quem rouba fica sem mãos, execuções na praça pública e as mulheres passam novamente ao estatuto de seres sencientes. A nova liderança taliban já veio dizer que não. Pode ser verdade ou podem apenas querer gerir esta entrada de forma a não atrair a interferência de nenhum país estrangeiro.

Não me chocam estas revoluções ou contra-revoluções. Cada país tem passar pelas convulsões que forem precisas até encontrar um ponto de estabilização. Se um povo se sentir reprimido, mais tarde ou mais cedo satura e reage. O que se passa até esse momento é que pode chocar. 

Em Portugal sucederam-se as reacções do Governo, partidos, bem-pensantes, comentadores e outros demais. Para a dimensão da influência que este país tem no mundo, se alguem tiver dois dedos de testa só pode considerar que ouvir políticos com ou sem responsabilidades governativas, despender mais do que um minuto de tempo com a situação do Afeganistão, é patético.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros podia-se ter limitado a emitir uma nota, para não se dizer que andam à nora sobre o que se passa no mundo e, já agora, que consideram a possibilidade de limitação dos direitos humanos no Afeganistão lamentável.
Era suficiente, mas como é obvio os nossos políticos estão preocupados com os likes e com a posição em que vão aparecer no jornal. Não destrinçam o trigo do joio, e começaram a divagar ridiculamente até chegarmos à conversa da adoção de refugiados. Estão convencidos ou querem convencer-nos que os refugiados de um país a mais de 6000km deste retângulo, terão como primeira hipótese vir para Portugal!
Nem os refugiados querem vir para Portugal, como vimos com os sírios.

O Afeganistão é um tema de "gente grande", nós ainda temos de comer muito pão até termos alguma voz que se ouça para nos darmos ao luxo de perder dias a falar disso. Temos muitos problemas por resolver, não encontrem desculpas para os continuar a empurrar com a barriga.

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Passam 4 anos exatamente hoje, da tragédia que ocorreu em Pedrogão Grande. Esse terrível verão, que quanto mais tempo passa e nos recordamos da quantidade de pessoas que morreram de uma forma excruciante, mais nos apercebemos que ainda hoje não foi dada a devida importância ao acontecimento. E quando ainda hoje lemos nos jornais, ou nos sites dos jornais por assim dizer, que continuam a existir pessoas a quem não lhes foi reposta a sua habitação ou que a floresta voltou a regenerar sem que se tivesse feito nada no âmbito do seu planeamento para evitar novas catástrofes, confirmamos que a palavra vale pouco neste país.

É de palavras que é feita ação deste Governo, no que toca à reacção aos incêndios de Pedrogão. Não vale a pena voltar a insistir que não há nada melhor que prevenção porque isso já todos sabemos que não se faz. No entanto, se poderíamos fechar os olhos a uma falta de prevenção para acontecimentos inéditos, não o podemos fazer quando o comportamento se mantém igual após um chocante episódio de impreparação no socorro dos nossos.
Ao menos que pudéssemos contar com a postura portuguesa tão bem resumida no velho ditado "casa arrombada trancas à porta" . Porém, nem isso se verifica neste caso. Uma centena de mortos, da forma mais horrenda que se pode imaginar, não são suficientes para vermos da parte do Governo um empenho inequívoco na restituição do pouco que tantos perderam e na preparação para que nunca mais voltem a passar pelo mesmo.

Estes momentos, apesar de duros, podiam também servir de aprendizagem. Infelizmente, como disse acima, repetem-se as mesmas lenga-lengas e segue o baile como se nada fosse. Exemplo disso são os tuítes do deputado Miguel Costa Matos, hoje no Twitter.
O jovem parlamentar escreveu na sua conta pessoal "4 anos. Não esqueceremos. Que não deixemos que se repita."
Quem lê estas frases, podia pensar que este não é um deputado do partido que Governa. "Que não deixemos que se repita"?! É uma prece? Um desejo? É de desejos que se valem os deputados?
Não queremos pedidos lançados ao ar e publicados nas redes com ideia de que geram alguma aparência de empatia com os que sofreram. Essa empatia é demonstrada com ações, e no caso do Partido Socialista e do Governo que este partido comanda, a falta dela é atestada pela sua inação face ao sucedido. 4 anos depois ainda há gente sem casa?! De que lhes serve que digam "Não esqueceremos"? Como é que podem estas gentes voltar a confiar nas autoridades?

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Estas palavras escritas pelo deputado são também resultado daquilo que o PS pretende para Portugal. Cada vez mais vivemos num sistema de Estado-Partido. Em que o PS é o Estado e a autoridade omnisciente e acima de todos. Olham para nós e veêm figuras manipuláveis, subornáveis e subordinadas. Contam-nos as histórias que entenderem para reescrever o que não lhes der jeito, escrevem frases como estas do deputado Miguel, dando um ar de que não tem culpa no que aconteceu e de tudo o que podiam fazer foi feito.
Ignoram a crítica, a oposição, mas sobretudo ignoram a realidade de quem sofre. 4 anos depois, em Pedrogão, o Governo conseguiu que já ninguém lhe pedisse contas pelo que não fez, que o escândalo na atribuição de casas passasse impune e que hoje os deputados façam figura de anjinhos que pedem ao divino para que não volte a acontecer.

 

Isaac Asimov e o processo criativo

«Como é que as pessoas têm novas ideias?»

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Cruzei-me há uns dias com um interessantíssimo artigo, partilhado pela MIT Review sobre uma dissertação escrita pelo rei da literatura de ficcção científica, Isaac Asimov, em que este dá a sua perspetiva sobre o ambiente ideal para fermentar a criatividade e outros insights muito relevantes sobre o processo de geração de ideias.

Fica a sugestão de leitura (aqui)

O Instituto Mais Liberdade

Educação para quem tem interesse no espectro político da direita

A 12 de fevereiro deste ano, foi lançado oficialmente o Instituto + Liberdade. Uma fundação sem fins lucrativos, que visa promover uma visão do mundo assente nas liberdades individuais e na economia de mercado.

imagem(1).pngAlgumas semanas antes do seu lançamento, esta plataforma já vinha a ser noticiada pelos nomes que se anunciaram vir a integrar o projeto. À cabeça estavam Adolfo Mesquita Nunes e Carlos Guimarães Pinto. O primeiro é o atual presidente da Mesa da Assembleia Geral , o segundo o presidente da Direção.
A fundação, durante a sua promoção pré-lançamento permitiu a quem quisesse que se inscrevesse como membro fundador, e acabou por conseguir cerca de 5000 fundadores (!). Claro está que nomes sonantes atraem nomes sonantes, e fazendo uma passagem rápida pelos nomes podemos encontrar, por exemplo, Ana Rita Bessa (Deputada CDS), Lídia Pereira (Eurodeputada PSD) ou António Nogueira Leite (ex-secretário de estado).

 

Mas passando ao site, no que diz respeito à forma, eu acho que tem um design apelativo, harmonioso e sobretudo uma interação intuitiva. Vê-se onde estão os menus, e os títulos destes não deixam dúvidas quanto ao que vamos encontrar ao clicar. Eu sei que podem parecer características básicas, mas há muitos sites, de instituições com obrigação para fazer muito melhor, que não conseguem ter sucesso nestes pequenos detalhes. Ou falta de interesse ou outra coisa qulquer...

Como se costuma dizer "o conteúdo é rei", e é pelo conteúdo que aconselho a visita ao site da fundação Mais Liberdade. Especialmente para quem tem interesse em explorar mais sobre a perspetiva política de quem defende a economia de mercado (capitalismo) e as liberdades individuais, desde a liberdade de expressão à propriedade. No fundo, o que considero ser o âmago de uma Direita que se pretende reformista.
Uma das primeiras novidades que a fundação anunciou imediatamente a seguir ao lançamento, foi a sua biblioteca virtual. Anunciavam-se à data mais de 300 obras. Atualmente devem ser mais, mas fiquemos com a referência das 300. 

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Aqui encontramos obras de referência, de Mises, Hayek, George Orwell e até de Fernando Pessoa (aposto que há muita gente que não sabe que Pessoa tinha uma obra extensa de intervenção política). Nem todas as obras estão traduzidas, pelo que a barra de pesquisa já permite fazer essa destrinça. Algumas obras ficam disponíveis com um clique no título, a verde, noutros casos o clique remete para outro site onde aí sim, podemos obter a obra para leitura online ou com disponibilização de download, ou por vezes ambas.
Pontos fracos: Alguns links já não funcionam, ou remetem para sites que só disponibilizam a obra mediante um pagamento ou um registo. Claro que isto não é responsabilidade da Fundação Mais Liberdade, mas fica o reparo.

 

A plataforma tem também, no separador Vídeos, todo o conteúdo das conferências e outras conversas informais que organiza online, para revermos. Mas o que destaco desta secção são os vídeos educativos. Alguns dedicados a grandes pensadores de época, como é o caso dos vídeos acerca do pensamento de David Hume e de John Locke. Num registo mais descontraído e simplificado, temos "As Palestras do Bob", em que a personagem principal, o Bob, no seu dia-a-dia se depara com situações que o levam a construir ideias e pressupostos que estão errados. Por exemplo, que para salvar o ambiente é necessário acabar com a economia de mercado. São vídeos curtos, de linguagem acessível e aprendizagem rápida.

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O Instituto Mais Liberdade tem também um segmento que intitula de Análise, onde compila dados estatísticos e produz comaparações entre Portugal e outros países no que ao índice de liberdade concerne, por exemplo. São estatísticas interessantes que nos fazem refletir sobre o país.
Recentemente também foi lançado um concuros de ensaios, sobre economia de mercado e ambiente.
Esta novidade vai ao encontro de outra particularidade da Fundação, que é o envolvimento com os seus membros. A plataforma não se limita a produzir e publicar conteúdo. Qualquer pessoa pode participar e ajudar a fundação, seja com o seu conhecimento académico, seja simlesmente a dar voz aos vídeos publicados.
Destaco também a disponibilização da Mais Liberdade, para ajudar estudantes a encontrar financiamento para as suas bolsas de estudo.

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Para quem é um entusiasta da democracia assente na liberdade individual e na economia de mercado, o lançamento desta fundação, desde que se mantenha ativa, é uma lufada de ar fresco. Diria mesmo que são necessárias mais organizações como esta.

Aponto apenas como dois handicaps  a sensação que por vezes transmite, de ser um think thank associado à Iniciativa Liberal. Sendo que nos seus membros se encontram várias personalidades de outros partidos e gente que nada tem a ver com partidos, isto acontece pelo presidente ser o fundador da IL, e por o projeto contar com o apoio do ECO - jornal que é notoriamente "fã" da IL.
Se quisermos ser mais rebuscados, acho até que se contram algumas semelhanças nos grafismos da Mais Liberdade e da IL. Querendo manter uma postura otimista, quero acreditar que quando se declararam uma fundação apartidária estavam a ser honestos.


Se assim o for, acho-a um espaço necessário de divulgação de conhecimento e que acrescenta diversidade de pensamento, num país em que as cabeças estão demasiado cativadas para perspetivas socialistas.

-Tão novo... e já se foi.
- Sim mas agora deve estar a receber uma massagem.
- Hã?
- Esquece.


O desabafo foi espontaneamente largado, sem ter atenção a que nem todos privaram o mesmo tempo com o falecido ao ponto de terem ouvido uma das suas mais divertidas divagações:

"Se houver céu, espero que seja um sítio onde nos fazem uma massagem nas costas para o resto da eternidade."

Portugal Digital 2021 - dados estatísticos

Os dados de utilização digital dos portugueses, lançado pela Hootesuite

A Hootesuite disponibilizou o anuário de dados estatísticos de Portugal, relativamente à utilização de internet e dispositivos TIC.

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Encontrei dados muito curiosos, relativamente aos sites mais procurados ou as apps em que mais gastamos dinheiro (Tinder, por exemplo, está no Top 3).

Para quem gosta de comunicação, redes sociais, tech e tem um "fetiche" por estatísticas, acedam ao slideshare aqui.

Do lado direito encontram relatórios similares, para outros países!

Outra plataforma que lançou conteúdo interessante, especialmente para quem gere redes sociais, foi a Social Bakers. Partilharam um calendário de efemérides que pode ser muito útil para planeamento de publicações ou simplesmente para alimentar a curiosidade e desbloquear conversas ;)

Acedam ao calendário aqui

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