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The Pólis

The Pólis

Notas

para uma direita que queira ter alguma hipótese contra a esquerda em Portugal

Comunicar de forma simples - sem vocabulário coloquial
Apostar na criatividade comunicativa nas redes sociais
Ter gente disponível para servir de partilhador de conteúdo - Facebook (grupos), Twitter (página pessoal)
Estar atento às redes

Estar atento aos meios de comunicação social - reservar algum tempo para os passar
Efetuar um caderno de recortes através dessa vistoria diária - poder do arquivo

Perder tabus e de preferência desviar a atenção para onde estamos mais confortáveis
Estar presente em todos os campos de combate onde o adversário está
Apresentar sempre contraditório (alternativa)
Trabalhar a seleção das palavras - que perceção se tem das mesmas? ("privado" p.ex é inconcebível)

Formar, formar, formar - como trabalhar no terreno, como comunicar
Fornecer informalmente um pitch aos membros mais novos (e às vezes aos mais velhos)

Atrair conhecimento técnico e não apenas teórico
Organizar e criar formas de financiamento - venda de merchandising, organização de eventos,



 

 

Para recordar - a visão de João Galambra acerca do Banco Alimentar contra a Fome

Quando raspas um socialista, também sai um velhaco

Da próxima vez que levarem o saquinho do Banco Alimentar, ajudarem um velhote a passar a estrada ou pensarem em dar uma moeda a um mendigo pensem no quão prejudicial é o vosso ato para a construção de extraordinário Estado Social.
É assim que se distinguem os grandes vultos da História: pensar mais além, propormo-nos a objetivos maiores. Alguns mortos por fome não podem ser impedimento para o objetivo final - O Estado Social que se pretende atingir. Que chegue a todos e para todos. 

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Manuel Moisés

Separar as águas para não ir a lado nenhum

O CDS anunciou com pompa e circunstância o regresso de Manuel Monteiro, ex-presidente do partido. Muitas eram as almas que já suspiravam pelo seu regresso, como se isso viesse realmente acrescentar algo ao partido.

Um "regresso a casa" diz-se. Resta saber com que propósito, pois o MM é capaz de ser um forte acrescento à Tendência Esperança em Movimento de Abel Matos Santos, que muita pouca esperança dá ao partido.

E para dar prova de que continua o mesmo Manuel Monteiro de sempre, já deu uma belíssima entrevista da qual, bem espremido, só se aproveitam as propostas que considera que um verdadeiro liberal faria - relativo aos descontos e ao direito sucessório.

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De resto, um conjunto de banalidades como se esperava de um professor doutor da Lusíada.

Destaque para o apuramento do "pedigree" da Direita: O Manuel veio tal e qual Moisés fazer a revelação do que é uma "verdadeira" direita, e declara categoricamente que defender coisas como casamento entre pessoas do mesmo sexo ou a eutanásia, é de uma direita que não leva o selo de autenticidade do dr.

Acabadinho de entrar em jogo, já demonstra ao que veio. E não é para unir ninguém no CDS.


Fake público

Sobre a medida de apoio aos orgão de comunicação social

Sobre a enxurrada de críticas acerca do pagamento de 15 milhões de euros do Estado a vários orgãos de comunicação social, confesso que não consegui redigir mais nada senão um conjunto de questões que me assolam quando leio determinadas tiradas.

O Estado ao pagar em adiantado um serviço que quer requisitar aos meios de Comunicação Social, está a subsidiá-los?

Em que é que se sustenta acusação de que a Comunicação Social fica dependente do Estado por causa disto? (Crítica da IL)

Se o Estado já pretendia comprar publicidade ( como sempre fez) aos OCS, quem critica está a criticar as intenções estatais ou a questionar o profissionalismo de quem trabalha nos OCS?

De que forma é que o Estado deve divulgar informação, senão através dos OCS? Ou deve obrigá-los a publicitar de borla?

Porque é que só com os OCS é que se questionam as consequências de receber dinheiro oriundo do Estado?

A Cultura, por exemplo, que reclama por uma maior percentagem de apoio estatal, não influencia ninguém?

Quando, por exemplo, as Câmaras Municipais injetam dinheiro nas Associações, estão a comprar o seu apoio?

Quem acha que os OCS não devem receber nunca dinheiro do Estado, contribui de alguma forma para que sejam financeiramente sustentáveis?
 
Temos poder de compra suficiente para o fazer?

Quando é que começamos a ganhar maturidade para entender que ser imparcial é diferente de ser politicamente eunuco?
 
Que um jornal pode e deve assumir, caso se justifique, com que linha ideológica se sente mais próximo, e que isso não tem necessariamente de levar a deturpação de factos?

Que na verdade traria transparência à relação público/jornal e talvez reduzisse o número de "estes são uns vendidos", "pasquim" ou "jornalixo" ?

Que não gostar/concordar com o conteúdo de uma notícia, não significa que ele seja falso ou parcial?


Também não percebi, ou por outra, não me agradou, o teatro do "ECO" e do "Observador" com esta situação. O Governo pediu-lhes dados para fazer as contas ao apoio lhes pretendia transferir. Se não tinham intenção de o receber, porque é que os deram? Para quê este bater no peito de "eu sou independente!"? Para fidelizar os seus leitores mais libertários? Para fidelizar leitores anti-governo?

A fábrica de sapatos do deputado Rui Rio

Quando o sr. deputado Rui Rio comparou a comunicação social a uma fábrica de sapatos, no início de maio, a minha primeira reacção foi imediatamente repugnar tais declarações que, na minha ótica, revelavam uma tremenda ignorância para com um setor muito característivo e essencial à democracia.

Agora, com mais algum tempo passado e novo registo de uma declaração pública de ignorância por parte do alegado (só para quem é ingénuo) pretendente a primeiro-ministro sobre a comunicação social, só me resta dizer que é triste.

É trsite quando um político para mostrar força, sente necessidade de atacar a comunicação social. Não é inédito, mas não me permite ainda assim retirar o adjetivo.

Rui tem repetidamente dado sinais estranhos, por momentos interpretados como propostidados, enquanto face da Oposição. No entanto, este comportamento para com os orgãos de comunicação social, só revelam cada vez mais que é uma Oposição capada. E nessa condição só lhe resta "bater" no bode expiatório de todos os males do mundo: o jornalismo.
Compare-se, a título de curiosidade,acerca da notícia sobre a recente tirada de RR no Twitter, nessa rede social o número de "tuítes" que escreve sobre o dinheiro que vai ser canalizado para a Comunicação Social (15 milhões) com o que foi canalizado para o ruinoso Novo Banco (850 milhões).

É esta a estratégia de Rui Rio para se mostrar alternativa ao PS de António Costa - não provocar o Governo, desprezar e achincalhar a comunicação social e combater a sua oposição interna publicamente.

A Oposição, liderada por Rui Rio é também ela como uma fábrica de sapatos. Ambas não fazem oposição a nenhum Governo.

Mariquinhas pé-de-salsa

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A Juventude Popular da Madeira publicou, a propósito do dia internacional contra a violência homofóbica, bifóbica e transfóbica esta imagem. Acompanhando a mesma, um texto onde explicava que o carácter humanista do partido os levava a assinalar este dia, contra a violência.
Acontece que, a imagem gerou e tem gerado uma triste enxurrada de comentários e críticas acerca da publicação. As beatas ofendidas foram declarar o seu repúdio para com esta publicação, declarando-a como sintoma do fim dos tempos para o CDS.
Alguns, ainda foram mais longe e concluiram que esta secção da JP estava vendida aos interesses dos movimentos lgbt e que era mesmo uma cambada de "maricas".
Nunca uma publicação daqueles jovens, numa ilha lá longe, teve tanto interesse por parte dos seus colegas de partido e outros turistas.

A salvação da direita portuguesa está aqui: Aquando da filiação dos militantes, devem estes assinar um termo em como caso não se apliquem no trabalho partidário, dão permissão para que lhes tatuem uma bandeira de arco-íris no braço. Caso sejam excecionalmente úteis, têm anualmente a cerimónia da queima da bandeira arco-íris.
Já que aquilo que defendem não os une, pode ser que canalizando os seus medos pavlovianamente resulte numa nova vida para este quadrante político.


Entretanto, os "maricas" dos conservadores britânicos lá vão ganhando com maiorias absolutas, em terras de Sua Majestade. Que desonra para a moral e bons costumes....

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Divagações políticas com limão e mel

A seguir à crise sanitária que ainda experienciamos seguir-se-á uma crise económica. Os sintomas estão cá todos: Desempregados, atropelos aos direitos laborais, fecho de empresas e um Governo PS a garantir que não haverá austeridade.

 

Ignorando o facto de que na realidade nunca saímos da austeridade, temos de ouvir um Governo dizer que tudo isto foi uma grande lição para quem desconfiava do Estado Social ou rir-se porque quem tem um negócio próprio( os malditos "privados"), agora pede ajuda ao Estado - patético argumento dado que foi o Estado que os forçou a fechar. 

Tudo isto é dito com maior naturalidade, mesmo depois de ouvirmos o primeiro-ministro dizer na TV que "até agora não faltou nada, e seguramente não faltará" no combate à COVID, ainda que nas atas das reuniões do Estado de Emergência constassem intervenções de ministros a relatarem exatamente todos os problemas, ou por outras palavras "o que faltava". 

 

Mas nem tudo é mau, ou pelo menos não para todos. Por exemplo, a onda de solidariedade que muitos portugueses têm protagonizado, inspirou também o Sec.de Estado do Desporto que, para o bem dos Municípios do Centro, insistiu para que comprassem testes à empresa de um amigo. Mas só porque essa empresa os produzia muito mais rápido - as más línguas dirão outras coisas a que me escuso. 

 

Também quem fica muito a ganhar nesta crise, são alguns sindicatos, com a CGTP à cabeça. Como se deve calcular, crise é o ambiente preferido deste tipo de sindicatos. Quanto mais mal estiverem os portugueses, mais os líderes sindicais podem justificar o seu vencimento. Mas a CGTP, mais que reivindicar direitos, conquista regalias. A Sra. Isabel Camarinha começou o seu mandato em grande e conseguiu que os seus sindicalizados tivessem acesso ao Red Pass - não permite ver jogos do Benfica, mas dá imunidade a vírus e Operações Stop. 

 

Outra leitura que se pode fazer é que o desconfinamento marca uma tentativa de se voltar à normalidade, e estes acontecimentos são um sinal disso mesmo, pois voltámos a ter os pastores da igualdade a pregarem uma coisa e a praticarem outra.

Importa agora, fazer este regresso às rotinas  tendo em conta que, apesar de o Estado de Emergência ter terminado, continua gente a morrer com coronavírus. Ainda que uns achem que é boa ideia fazer finca-pé com o Avante, o bom senso pede que continuemos a levar avante o distanciamento social e uma assídua higienização.

 

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